Carla Zambelli: Justiça italiana nega troca de juízes em extradição 2026

A Justiça italiana rejeitou nesta terça-feira (10) o pedido da defesa de Carla Zambelli para substituição de juízes no processo que decidirá sobre a extradição da ex-deputada. A decisão marca um novo capítulo no caso que tem chamado atenção internacional, envolvendo a condenação da ex-parlamentar pelo Supremo Tribunal Federal a dez anos de prisão por invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça.
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O que aconteceu na audiência desta terça-feira?
O Tribunal de Apelações de Roma conduziu a sessão com a participação virtual de Carla Zambelli, que se encontra detida na penitenciária feminina de Rebibbia. Durante a audiência, os magistrados italianos analisaram e negaram o pedido apresentado pela defesa da ex-deputada do PL-SP para alteração da composição do corpo de juízes responsável pelo julgamento.
A estratégia da defesa consistia em questionar a imparcialidade dos magistrados, contudo a Justiça italiana não aceitou os argumentos apresentados. A decisão demonstra que o sistema judiciário italiano mantém confiança na capacidade de seus magistrados para conduzir o processo de forma isenta.
| Detalhes da Audiência | Informações |
|---|---|
| Data | 10 de fevereiro de 2026 |
| Local | Tribunal de Apelações de Roma |
| Participação de Zambelli | Virtual (da prisão) |
| Resultado | Pedido de troca de juízes negado |
| Próxima audiência | 11 de fevereiro, 10h local |
Por que Carla Zambelli está presa na Itália?
A ex-deputada federal fugiu para a Itália após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal brasileiro a uma pena de dez anos de prisão. A condenação resulta de sua participação na invasão dos sistemas informativos do Conselho Nacional de Justiça, crime considerado grave pelas autoridades brasileiras.
Zambelli optou por deixar o país antes que a decisão do STF se tornasse definitiva, estabelecendo-se em território italiano. Entretanto, as autoridades italianas a prenderam mediante solicitação de extradição do governo brasileiro, demonstrando a cooperação internacional em casos de crimes graves.
Como funciona o processo de extradição entre Brasil e Itália?
O procedimento de extradição segue protocolos estabelecidos em tratados bilaterais entre os dois países. Primeiramente, o país solicitante apresenta documentação formal comprovando a condenação e detalhando o crime cometido. Ademais, deve demonstrar que a conduta também constitui crime no país requerido.
As autoridades italianas verificam se o caso atende aos requisitos legais para extradição, incluindo a análise da gravidade do delito e a garantia de que o extraditado terá seus direitos fundamentais respeitados no país de origem. O processo também considera fatores como dupla nacionalidade e possíveis perseguições políticas.
Etapas do processo:
- Solicitação formal de extradição pelo Brasil
- Análise da documentação pelas autoridades italianas
- Audiências para defesa do extraditando
- Decisão judicial sobre o pedido
- Eventual recurso aos tribunais superiores
Quem são os principais envolvidos no caso?
Carla Zambelli, ex-deputada federal pelo Partido Liberal de São Paulo, tornou-se o foco central desta questão judicial internacional. A parlamentar atuou durante quatro mandatos na Câmara dos Deputados, sendo reconhecida por posições políticas controversas e apoio ao governo anterior.
Do lado brasileiro, o Supremo Tribunal Federal conduziu o julgamento que resultou na condenação, enquanto o Ministério da Justiça coordena os esforços para obter a extradição. Por outro lado, as autoridades italianas, incluindo o Ministério Público e os tribunais locais, avaliam os aspectos legais da solicitação.
A defesa da ex-deputada conta com advogados especializados em direito internacional, que buscam argumentos para impedir a extradição ou reduzir as consequências para sua cliente.
O que pode acontecer na próxima audiência?
A audiência marcada para esta quarta-feira (11), às 10h no horário local italiano – correspondendo às 6h no horário de Brasília – analisará especificamente o pedido de extradição apresentado pelo governo brasileiro. Esta sessão representará um momento decisivo para o futuro da ex-deputada.
Os magistrados italianos examinarão toda a documentação apresentada, inclusive os argumentos da defesa sobre possíveis irregularidades no processo brasileiro. Também verificarão se a condenação atende aos padrões internacionais de justiça e se não há impedimentos legais para o cumprimento da solicitação.
Possíveis resultados incluem a aprovação imediata da extradição, a solicitação de informações adicionais ao Brasil ou mesmo a negativa do pedido caso identifiquem problemas na documentação ou no processo original.
Quais são as consequências jurídicas deste caso?
A decisão sobre a extradição de Carla Zambelli estabelecerá precedentes importantes para futuros casos envolvendo autoridades brasileiras no exterior. Principalmente, demonstrará se a cooperação judicial internacional funcionará efetivamente mesmo em situações politicamente sensíveis.
Para Zambelli, uma eventual extradição significaria o retorno ao Brasil para cumprir a pena de dez anos de prisão estabelecida pelo STF. Por fim, caso a Itália negue o pedido, ela poderá permanecer em território italiano, porém sujeita às limitações impostas pelas autoridades locais.
O caso também evidencia a importância de acordos internacionais para combater a impunidade, especialmente quando envolvem crimes contra as instituições democráticas. Ainda mais, mostra como a globalização tornou mais complexa a fuga de responsabilidades legais.
Impactos possíveis:
| Cenário | Consequências |
|---|---|
| Extradição aprovada | Retorno ao Brasil, cumprimento da pena |
| Extradição negada | Permanência na Itália com restrições |
| Recurso aceito | Prolongamento do processo |
Considerações sobre o sistema penitenciário italiano
Enquanto aguarda a decisão, Carla Zambelli permanece detida na penitenciária feminina de Rebibbia, localizada em Roma. Esta instituição segue padrões europeus de tratamento a presos, garantindo condições adequadas de detenção durante o processo judicial.
A prisão preventiva em casos de extradição visa evitar que o solicitado fuja novamente, bem como assegurar sua presença nas audiências. Assim como em outros países europeus, o sistema italiano prioriza a ressocialização e o respeito aos direitos humanos dos detentos.
No entanto, a situação de Zambelli difere de presos comuns, pois seu status de ex-parlamentar e a natureza internacional do caso exigem cuidados especiais das autoridades penitenciárias.
A decisão desta quarta-feira marcará um momento crucial não apenas para o futuro de Carla Zambelli, mas também para as relações jurídicas entre Brasil e Itália. O resultado demonstrará se os mecanismos de cooperação internacional conseguem funcionar efetivamente em casos de alta repercussão política, estabelecendo precedentes importantes para situações similares no futuro.
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