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Ilha de Jeffrey Epstein Ep2: o que acontecia em Little St. James?

A Ilha de Jeffrey Epstein, conhecida como Little St. James, tornou-se símbolo de uma das maiores redes criminais da história moderna. Primeiramente, esta propriedade privada de 75 acres nas Ilhas Virgens Americanas serviu como cenário principal para os crimes de tráfico sexual que chocaram o mundo.

Localizada no mar do Caribe, a ilha era apelidada de “Ilha da Pedofilia” pelos moradores locais que testemunharam atividades suspeitas durante décadas. Ademais, registros judiciais e depoimentos de vítimas revelaram detalhes perturbadores sobre o que realmente acontecia neste paraíso tropical aparente. Quem foi Jeffrey Epstein? História, fortuna e crimes Ep1

Como Jeffrey Epstein adquiriu Little St. James?

Compra da propriedade em 1998

Epstein adquiriu Little St. James em 1998 por 7,95 milhões de dólares do desenvolvedor imobiliário Arch Cummin. Contudo, a ilha já possuía infraestrutura básica, incluindo uma casa principal e facilidades portuárias que facilitaram sua transformação posterior.

A localização estratégica oferecia privacidade absoluta e jurisdição favorável nas Ilhas Virgens Americanas. Entretanto, também permitia fácil acesso a partir dos Estados Unidos continentais através de voos privados e embarcações.

Expansão da infraestrutura

Imediatamente após a compra, Epstein iniciou construções extensivas para transformar a ilha em um complexo de entretenimento privado. Por outro lado, muitas dessas construções violaram regulamentos locais de construção e proteção ambiental.

AnoConstruçãoFinalidade AlegadaCusto Estimado
1998-2000Pista de pousoTransporte privado$2 milhões
2000-2003Templo/GinásioExercícios e meditação$5 milhões
2003-2010Residências adicionaisHospedagem de convidados$15 milhões
2010-2019Instalações subterrâneas“Adega de vinhos”$8 milhões

Que estruturas existiam na Ilha de Jeffrey Epstein?

A casa principal e residências

O complexo residencial incluía uma mansão principal com 6 quartos, múltiplas casas de hóspedes e apartamentos para funcionários. Principalmente, todas as construções foram projetadas para oferecer máxima privacidade e isolamento acústico.

As residências possuíam sistemas de segurança avançados, incluindo câmeras de vigilância e controle de acesso. Ainda mais, várias salas foram equipadas com sistemas de gravação que allegedly documentavam atividades para fins de chantagem.

O templo misterioso

A estrutura mais controversa da ilha era um edifício azul e dourado com características arquitetônicas únicas, oficialmente descrito como ginásio. Além disso, o prédio possuía símbolos e decorações que geraram especulações sobre rituais secretos e atividades ocultas.

Funcionários relataram que o acesso ao templo era extremamente restrito e que Epstein frequentemente conduzia reuniões privadas no local. Bem como, equipamentos eletrônicos sofisticados foram instalados no interior, cuja finalidade permanece desconhecida.

Instalações subterrâneas

Investigações revelaram a existência de túneis e salas subterrâneas conectando diferentes partes da ilha. Assim como, essas instalações eram acessadas através de entradas disfarçadas e sistemas de elevadores ocultos.

Trabalhadores da construção civil reportaram instruções específicas para criar espaços secretos sem documentação oficial. No entanto, o FBI não divulgou publicamente detalhes completos sobre essas estruturas subterrâneas.

O que acontecia na Ilha de Jeffrey Epstein segundo testemunhas?

Depoimentos de vítimas

Virginia Roberts Giuffre, uma das principais vítimas que veio a público, descreveu em detalhes as atividades na ilha durante múltiplas visitas forçadas. Primeiramente, relatou que menores eram transportadas especificamente para “entreter” convidados poderosos.

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Outras vítimas confirmaram padrões similares de abuso, incluindo coerção para participar de atividades sexuais com múltiplos homens adultos. Contudo, muitas vítimas permanecem anônimas devido ao trauma e medo de retaliação.

Relatos de funcionários

Ex-funcionários da ilha forneceram testemunhos sobre atividades suspeitas que presenciaram durante seu emprego. Por outro lado, a maioria foi obrigada a assinar acordos de confidencialidade que limitaram suas revelações públicas.

Um ex-trabalhador relatou ter visto “meninas muito jovens” chegando regularmente de barco e helicóptero. Inclusive, descreveu um ambiente de segredo e intimidação que desencorajava questionamentos sobre as atividades na propriedade.

Testemunhas externas

Moradores locais das ilhas vizinhas reportaram atividades estranhas em Little St. James, incluindo chegadas noturnas frequentes de aeronaves e embarcações. Entretanto, a natureza privada da propriedade limitou observações diretas das atividades internas.

Pescadores locais relataram ser advertidos para se manterem afastados das águas próximas à ilha. Por fim, alguns descreveram ter visto figuras em uniformes militares patrulhando as praias, sugerindo níveis extremos de segurança.

Quem visitava a Ilha de Jeffrey Epstein?

Registros de voo e transporte

Os registros do jato privado de Epstein, apelidado de “Lolita Express”, documentaram centenas de voos para Little St. James entre 1997 e 2019. Ademais, logs de voo revelaram nomes de políticos, empresários e celebridades que utilizaram a aeronave.

Embarcações privadas também transportavam regularmente passageiros para a ilha, muitas vezes sem registro oficial de entrada nas Ilhas Virgens. Todavia, a jurisdição local facilitava esse tipo de movimentação discreta.

Eventos e “festivais”

Epstein organizava eventos temáticos na ilha, oficialmente descritos como retiros científicos ou conferências educacionais. Principalmente, esses eventos serviam como cobertura para suas atividades criminosas e oportunidades de comprometer participantes influentes.

Algumas festas duravam vários dias e incluíam apresentações artísticas, jantares elaborados e atividades de lazer. No entanto, investigações revelaram que menores eram sistematicamente incluídas nestes eventos para fins de abuso.

Como as autoridades descobriram as atividades na ilha?

Primeiras investigações

A primeira investigação séria das atividades na ilha começou em 2006, quando autoridades de Palm Beach iniciaram investigação sobre os crimes de Epstein. Contudo, a jurisdição das Ilhas Virgens complicou significativamente o processo investigativo.

Agentes federais obtiveram mandados de busca em 2019, logo após a prisão de Epstein. Entretanto, muitas evidências podem ter sido removidas ou destruídas durante o período entre as investigações.

Evidências coletadas pelo FBI

Durante as buscas de 2019, o FBI apreendeu computadores, discos rígidos, fotografias e documentos da ilha. Principalmente, essas evidências foram cruciais para identificar vítimas adicionais e possíveis cúmplices.

Investigadores também documentaram as estruturas físicas da ilha, incluindo as instalações subterrâneas. Ainda mais, análises forenses revelaram vestígios de atividades criminosas em múltiplos locais da propriedade.

Qual é a situação atual da Ilha de Jeffrey Epstein?

Após a morte de Epstein em agosto de 2019, Little St. James tornou-se parte de seu espólio e está sendo administrada por executores judiciais. Bem como, a ilha está oficialmente à venda como parte do processo de liquidação de ativos para compensar vítimas.

O valor estimado da propriedade é de aproximadamente 63 milhões de dólares, considerando as construções e localização privilegiada. Assim como, potenciais compradores devem estar preparados para lidar com a notoriedade associada à propriedade.

Demolições e limpeza

Várias estruturas controversas foram demolidas, incluindo o templo misterioso que se tornou símbolo dos crimes de Epstein. Por fim, executores do espólio alegam estar removendo evidências físicas das atividades criminosas para facilitar uma eventual venda.

A Ilha de Jeffrey Epstein permanece como evidência física de uma das maiores redes de tráfico sexual da história moderna. Suas estruturas elaboradas e localização isolada facilitaram crimes hediondos que traumatizaram dezenas de vítimas e chocaram o mundo inteiro.

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Eve Araujo

Sou redatora do Correio Paraibano, estrategista em SEO e estudante de Marketing. Atuo na produção de conteúdos informativos, pautados pela credibilidade, responsável e autenticidade, com foco em qualidade editorial e desempenho nos mecanismos de busca.

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