Calor extremo no Brasil termina em 2025? Veja quando as temperaturas caem
Alerta vermelho de calor extremo acaba com chegada de 2026. Veja quando as temperaturas caem no Brasil e estados afetados.

A onda de calor que colocou milhões de brasileiros em alerta vermelho está com os dias contados. O fenômeno meteorológico que elevou as temperaturas a níveis perigosos em oito estados do país deve perder força com a virada do ano, quando a chegada de frentes frias e pancadas de chuva prometem aliviar o sufoco que tem marcado os últimos dias de dezembro.
Desde terça-feira, populações de São Paulo, Rio de Janeiro e outras seis unidades federativas convivem com termômetros acima dos 40°C em diversas cidades. A situação gerou preocupação especial com grupos vulneráveis como idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas, além de impactar diretamente o consumo de energia elétrica e a rotina de trabalho de milhares de pessoas.
O que é o alerta vermelho emitido pelo Inmet?
O Instituto Nacional de Meteorologia classificou a situação como de “grande perigo” ao emitir um alerta vermelho que permanece válido até as 18h do próximo domingo. Essa é a classificação mais grave dentro do sistema de avisos meteorológicos, indicando que as condições climáticas representam riscos severos à saúde e ao bem-estar da população.
O comunicado abrange a totalidade dos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, regiões que concentram cerca de 60 milhões de habitantes. Ademais, áreas específicas de Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e Mato Grosso do Sul também estão sob o mesmo aviso, totalizando oito unidades federativas afetadas pela massa de ar quente.
Quando um alerta vermelho é emitido, autoridades recomendam que a população evite exposição prolongada ao sol, principalmente entre 10h e 16h, aumente a ingestão de líquidos e reduzaatividades físicas intensas ao ar livre. O não cumprimento dessas orientações pode resultar em desidratação, insolação e agravamento de condições cardíacas preexistentes.
Por que o calor tem sido tão intenso neste final de ano?
Diversos fatores meteorológicos se combinaram para criar o cenário atual de temperaturas extremas. Primeiramente, uma massa de ar quente de origem tropical se instalou sobre a região Sudeste e Centro-Oeste, bloqueando a passagem de frentes frias que normalmente trazem alívio térmico durante o verão.
A ausência de chuvas regulares nas últimas semanas contribuiu para o aquecimento ainda maior do solo, que por sua vez irradia calor para a atmosfera, criando um ciclo que intensifica as altas temperaturas. Esse fenômeno é particularmente evidente em áreas urbanas, onde o asfalto e o concreto retêm ainda mais calor.
Especialistas também apontam que mudanças climáticas globais têm tornado ondas de calor mais frequentes e intensas no Brasil. Estudos recentes indicam que eventos extremos como este tendem a se tornar mais comuns nas próximas décadas, exigindo adaptação das cidades e políticas públicas voltadas para mitigação dos impactos.
Quando as temperaturas começam a cair?
A previsão meteorológica indica que a situação mudará significativamente com a entrada de 2026. Contudo, não significa que o calor desaparecerá completamente, afinal estamos em pleno verão brasileiro, estação tradicionalmente marcada por altas temperaturas e chuvas irregulares.
O que mudará é a intensidade e a duração das ondas de calor. Pancadas de chuva previstas para praticamente todo o território nacional a partir da próxima semana devem baixar os termômetros em vários graus, trazendo uma sensação de alívio após dias sufocantes.
| Região | Temperatura Atual | Previsão pós-virada |
|---|---|---|
| Sudeste | 38°C – 42°C | 28°C – 33°C |
| Centro-Oeste | 40°C – 43°C | 30°C – 35°C |
| Sul | 35°C – 38°C | 25°C – 30°C |
Como as chuvas vão influenciar o clima nas próximas semanas?
A entrada de sistemas frontais vindos do sul do continente trará mudanças importantes no padrão de tempo. As frentes frias carregam consigo umidade do oceano, que ao encontrar o ar quente continental, gera formação de nuvens e precipitações.
Essas chuvas terão dupla função: baixar as temperaturas através da evaporação da água e renovar os níveis de umidade relativa do ar, que em algumas cidades chegou a perigosos 15% durante o pico do calor. Entretanto, vale ressaltar que as pancadas devem ser típicas de verão – intensas, rápidas e concentradas em determinados períodos do dia.
A expectativa é que a partir da segunda semana de janeiro o regime de chuvas se estabilize em um padrão mais regular, com precipitações quase diárias no período da tarde, especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Esse comportamento é característico do verão brasileiro e tende a manter as temperaturas em níveis mais toleráveis.
Quais cuidados devem ser mantidos mesmo após a queda das temperaturas?
Mesmo com a chegada das chuvas e a diminuição do calor extremo, alguns cuidados permanecem essenciais durante toda a estação. A hidratação adequada continua sendo fundamental, com especialistas recomendando o consumo mínimo de dois litros de água por dia, podendo aumentar conforme a atividade física realizada.
Proteção solar não deve ser negligenciada, inclusive em dias nublados. A radiação ultravioleta permanece elevada durante todo o verão, exigindo uso de protetor solar com fator de proteção adequado, reaplicado a cada duas horas ou após exposição à água.
Atenção especial deve ser dada a crianças pequenas e idosos, grupos mais vulneráveis tanto ao calor quanto às mudanças bruscas de temperatura que podem ocorrer com a chegada das frentes frias. Manter ambientes ventilados e evitar choques térmicos são medidas importantes para prevenir problemas de saúde.
Por que ondas de calor têm se tornado mais frequentes?
O aumento na frequência e intensidade de ondas de calor está diretamente relacionado às mudanças climáticas globais. Dados científicos mostram que a temperatura média do planeta subiu aproximadamente 1,2°C desde a era pré-industrial, e esse aquecimento não ocorre de forma uniforme.
Regiões tropicais como o Brasil experimentam alterações nos padrões de circulação atmosférica, fazendo com que massas de ar quente permaneçam estacionadas sobre determinadas áreas por períodos mais longos. Isso explica por que eventos que antes eram excepcionais agora acontecem com maior regularidade.
Além disso, o desmatamento e a urbanização acelerada contribuem para o fenômeno das “ilhas de calor” nas grandes cidades, onde as temperaturas podem ser até 5°C superiores às áreas rurais circundantes. Esse efeito combinado potencializa os impactos das ondas de calor sobre a população urbana.
Quais estados terão maior alívio com as mudanças climáticas?
A região Sul do Brasil deverá sentir os efeitos mais rapidamente, com quedas de temperatura já previstas para os primeiros dias de janeiro. Estados como Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul receberão as primeiras frentes frias vindas do sul do continente.
Para o Sudeste e Centro-Oeste, o alívio será mais gradual. Inclusive, São Paulo e Rio de Janeiro devem experimentar alguns dias de temperaturas ainda elevadas antes que o padrão de chuvas se estabeleça definitivamente. A transição será marcada por alternância entre dias quentes e períodos de precipitação.
O Nordeste, tradicionalmente mais quente e seco durante o verão, não deve experimentar mudanças tão drásticas. Porém, o aumento da umidade vinda do oceano pode trazer chuvas para o litoral da região, amenizando parcialmente o calor que caracteriza a estação.



