
O mercado de milhas aéreas mudou drasticamente em 2026. O que antes era considerado um resgate vantajoso pode estar custando caro demais para o seu bolso. Muitos viajantes acabam perdendo dinheiro sem perceber, simplesmente porque não sabem calcular o CPM das milhas. Entretanto, dominar essa métrica é fundamental para quem quer viajar gastando menos ou maximizar o valor dos seus pontos acumulados.
Se você já se perguntou se aquele resgate de 30 mil milhas por uma passagem de R$ 800 é realmente um bom negócio, este artigo vai esclarecer todas as suas dúvidas. Ao final desta leitura, você saberá exatamente quando suas milhas estão caras ou baratas, e principalmente como tomar decisões inteligentes em 2026.
Table of Contents
O que é CPM das milhas aéreas?
CPM significa Custo Por Milheiro e representa o valor em reais que cada mil milhas está custando ou valendo no momento do resgate. Essa métrica funciona como uma régua universal para medir se você está fazendo um bom ou mau negócio com seus pontos.
Diferente do preço que você pagou pelas milhas originalmente, o CPM analisa o valor real que elas têm no momento exato do resgate. É como descobrir quanto você está “pagando” por cada mil milhas quando troca pontos por passagem.
Por exemplo, se uma passagem custa R$ 1.000 em dinheiro e 25.000 milhas para resgate, o CPM dessa operação é R$ 40. Isso significa que cada mil milhas está valendo R$ 40 nessa transação específica.
Por que o CPM das milhas é tão importante em 2026?
O ano de 2026 trouxe mudanças significativas no mercado de aviação. As companhias aéreas implementaram sistemas de precificação dinâmica, onde o valor das passagens em milhas varia conforme a demanda, similar ao que já acontecia com passagens pagas em dinheiro.
Ademais, muitos programas de fidelidade aumentaram as taxas de embarque e passaram a cobrar valores mais altos para destinos antes considerados baratos. Essa nova realidade torna o cálculo do CPM ainda mais crucial para evitar prejuízos.
Outro fator relevante é o aumento da inflação, que impactou diretamente o valor real das milhas. Resgates que eram vantajosos em anos anteriores podem não fazer mais sentido financeiro hoje. Por isso, calcular o CPM antes de qualquer resgate se tornou uma necessidade básica para qualquer viajante experiente.
Como calcular o CPM das suas milhas (passo a passo)
Fórmula do CPM
A fórmula para calcular o CPM é simples e direta:
CPM = (Valor da passagem em dinheiro ÷ quantidade de milhas) × 1.000
Lembre-se de sempre incluir as taxas de embarque no cálculo, tanto na passagem paga em dinheiro quanto no resgate com milhas.
Exemplo prático de cálculo
Vamos analisar um caso real para deixar o conceito mais claro:
- Passagem São Paulo – Rio de Janeiro: R$ 450 (com taxas)
- Mesmo voo com milhas: 15.000 pontos + R$ 89 de taxas
- Valor total em dinheiro: R$ 450
- Custo real com milhas: R$ 89 + valor das 15.000 milhas
Aplicando a fórmula: CPM = [(450 – 89) ÷ 15.000] × 1.000 = R$ 24,06
Neste exemplo, cada mil milhas vale aproximadamente R$ 24, o que indica um resgate desfavorável para 2026.
Qual é um bom CPM em 2026?
Todavia, determinar um “bom CPM” depende de vários fatores, incluindo o tipo de voo e a classe escolhida. A tabela abaixo apresenta os parâmetros atualizados para 2026:
| Tipo de Resgate | CPM Considerado |
|---|---|
| Ruim | Abaixo de R$ 25 |
| Regular | R$ 25 a R$ 35 |
| Bom | R$ 35 a R$ 45 |
| Excelente | Acima de R$ 45 |
Esses valores refletem a realidade atual do mercado, considerando a inflação e as mudanças nos programas de fidelidade. Um CPM acima de R$ 35 já pode ser considerado interessante para voos nacionais.
Para voos internacionais, principalmente em classe executiva, CPMs de R$ 50 ou mais são comuns e podem justificar o resgate, especialmente quando comparados aos preços astronômicos dessas passagens pagas em dinheiro.
CPM muda conforme o tipo de passagem?
Sim, o CPM varia significativamente dependendo do tipo de voo e classe escolhida. Voos nacionais em classe econômica normalmente apresentam CPMs mais baixos, enquanto voos internacionais em classe executiva podem alcançar valores bem superiores.
Voos para destinos concorridos, como Europa e Estados Unidos, costumam ter CPMs mais altos devido à demanda elevada. Já destinos com menor procura podem oferecer oportunidades de CPM mais baixo, mas ainda assim vantajosos.
A classe executiva merece atenção especial. Embora apresente CPMs elevados (muitas vezes acima de R$ 80), pode ser financeiramente interessante quando comparada ao preço absurdo dessas passagens pagas em dinheiro, que facilmente ultrapassam os R$ 8.000 para destinos internacionais.
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CPM para vender milhas: vale a pena?
Muitas empresas especializadas compram milhas pagando entre R$ 15 e R$ 22 por milheiro. Assim como a venda pode fazer sentido quando você encontra resgates com CPM inferior a esses valores.
Contudo, a venda de milhas envolve riscos. Alguns programas de fidelidade proíbem essa prática e podem cancelar contas que realizam transações suspeitas. Inclusive, existe o risco de golpes e empresas não confiáveis no mercado.
Antes de vender, analise se não existem oportunidades de resgate com CPM atrativo. Muitas vezes, guardar as milhas para uma viagem futura pode ser mais vantajoso do que vendê-las imediatamente.
Erros comuns ao analisar o CPM
Vários viajantes cometem equívocos na hora de calcular o CPM, comprometendo a análise da vantagem real do resgate:
Ignorar as taxas: Sempre inclua as taxas de embarque tanto na passagem paga quanto no resgate
Comparar com passagens promocionais: Use preços regulares para ter uma base mais realista
Não considerar o tempo: Passagens com antecedência têm preços diferentes das compradas de última hora
Esquecer da validade: Milhas próximas do vencimento podem justificar CPMs mais baixos
Além disso, muitos se deixam levar pela emoção de “gastar” as milhas acumuladas, sem analisar se aquele momento é realmente o melhor para o resgate.
CPM alto sempre significa bom negócio?
Nem sempre um CPM elevado representa a melhor escolha. É preciso considerar outros fatores além da métrica financeira pura.
Por outro lado, se você precisa viajar em datas específicas e não tem flexibilidade, um CPM mais baixo pode ser aceitável. O importante é saber que você está fazendo uma escolha consciente.
Também considere seus objetivos pessoais. Se você acumula milhas especificamente para uma viagem dos sonhos em classe executiva, faz sentido aceitar um CPM alto para realizar esse objetivo, mesmo que existam oportunidades “melhores” disponíveis.
Vale a pena usar milhas em 2026?
A resposta depende inteiramente do CPM que você consegue alcançar. Com as mudanças no mercado, usar milhas ainda pode ser muito vantajoso, mas requer mais atenção e planejamento.
Principalmente em voos internacionais e classe executiva, as milhas continuam oferecendo valor excepcional. Para voos nacionais, a vantagem diminuiu, mas ainda existem oportunidades interessantes para quem sabe buscar.
O segredo está em ser paciente e estratégico. Monitore os CPMs regularmente, aproveite promoções de resgate e tenha flexibilidade de datas sempre que possível.
Dicas para maximizar o CPM em 2026
Algumas estratégias podem ajudar você a conseguir CPMs mais altos:
- Antecipação: Resgates com maior antecedência normalmente oferecem melhores CPMs
- Flexibilidade: Datas alternativas podem apresentar oportunidades muito melhores
- Promoções: Fique atento às promoções de resgate que alguns programas oferecem
- Rotas alternativas: Às vezes, voar via conexão pode ser mais vantajoso que voos diretos
Bem como o uso de sites comparadores específicos para milhas, que mostram automaticamente o CPM de diferentes opções de resgate.
Calcular o CPM das milhas aéreas se tornou fundamental para qualquer viajante em 2026. Essa métrica simples, mas poderosa, permite avaliar objetivamente se um resgate vale a pena ou se é melhor guardar as milhas para outra oportunidade.
Lembre-se sempre da fórmula básica: CPM = (Valor da passagem ÷ quantidade de milhas) × 1.000. Com essa ferramenta em mãos, você pode tomar decisões mais inteligentes e aproveitar ao máximo o valor das suas milhas acumuladas.
O mercado de 2026 oferece tanto armadilhas quanto oportunidades excepcionais. Quem domina o cálculo do CPM consegue navegar por essa complexidade e extrair o máximo valor dos seus pontos.
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