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URGENTE: EUA atacam Venezuela e Trump diz que Maduro foi capturado

A madrugada deste sábado (3) marcou um dos episódios mais tensos da geopolítica mundial em 2026. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou oficialmente que as forças americanas realizaram um “ataque em larga escala” contra a Venezuela e anunciou que o ditador Nicolás Maduro foi capturado juntamente com sua esposa. A declaração, feita através da rede social Truth Social, provocou repercussão imediata em todo o mundo e elevou drasticamente as tensões na América Latina.

O que aconteceu na madrugada em Caracas?

Pelo menos sete explosões foram ouvidas e aeronaves voando baixo sobrevoaram a capital da Venezuela na madrugada de sábado, por volta das 2h no horário local. Testemunhas relataram cenas de caos na cidade, com colunas de fumaça negra visíveis em diferentes pontos da capital venezuelana.

Relatos de moradores indicaram que “as ventanas retumbaram” e muitos se esconderam em cômodos sem janelas durante os bombardeios. Primeiramente, as explosões se concentraram na região sul de Caracas, onde fica localizada uma importante base militar, que teve o fornecimento de energia elétrica interrompido.

Além de Caracas, os estados costeiros de Miranda, Aragua e La Guaira também foram atingidos pelos ataques americanos. O governo venezuelano caracterizou a operação como uma “gravíssima agressão militar” contra instalações civis e militares do país.

Por que Trump ordenou os ataques?

A escalada militar contra a Venezuela não é um evento isolado. Desde o início de 2024, as forças armadas dos EUA vinham atacando embarcações no Mar do Caribe e no leste do Oceano Pacífico, contabilizando 35 ataques a embarcações e pelo menos 115 mortos até sexta-feira.

Trump justificou os ataques como uma escalada necessária para conter o fluxo de drogas para os EUA, afirmando que os Estados Unidos estão envolvidos em um “conflito armado” com os cartéis de drogas. Contudo, especialistas apontam que os verdadeiros objetivos vão além do combate ao narcotráfico.

O presidente da Venezuela é apontado como chefe do Cartel de los Soles — grupo recentemente classificado pelos EUA como organização terrorista internacional. Ademais, o objetivo declarado pelos EUA seria “se apoderar dos recursos estratégicos da Venezuela, particularmente seu petróleo e minerais”, segundo denúncia do ministro das Relações Exteriores venezuelano.

Como Trump confirmou a captura de Maduro?

A confirmação oficial veio através de uma publicação na Truth Social, onde Trump escreveu: “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em grande escala contra a Venezuela e o seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi, juntamente com a sua esposa, capturado e levado para fora do país”.

Detalhes da OperaçãoInformação
Horário dos ataquesMadrugada de sábado, por volta das 2h
Regiões atingidasCaracas, Miranda, Aragua e La Guaira
Forças envolvidasForças de segurança americanas
Número de explosõesPelo menos 7 em Caracas
Status de MaduroCapturado e retirado do país

Trump acrescentou que a operação foi realizada “em conjunto com as forças de segurança americanas” e prometeu uma coletiva de imprensa em Mar-a-Lago. Entretanto, até o momento, não há confirmações independentes sobre a suposta captura.

Qual foi a resposta do governo venezuelano?

Diante dos ataques, o governo venezuelano declarou estado de emergência em todo o país e Nicolás Maduro decretou “estado de perturbação externa”. Essa medida confere ao governo poderes excepcionais para suspender direitos civis e ampliar o papel das forças armadas.

Em comunicado oficial, a Venezuela “rejeita, condena e denuncia perante a comunidade internacional a grave agressão militar perpetrada pelo atual Governo dos Estados Unidos da América contra o território e a população venezuelana”. O governo classificou o ataque como uma “violação flagrante da Carta das Nações Unidas”.

O comunicado venezuelano convocou o povo às ruas: “Todo o povo venezuelano deve se mobilizar. O Governo Bolivariano convoca todas as forças sociais e políticas do país a ativarem os planos de mobilização e a repudiar este ataque imperialista”.

Quem são os líderes envolvidos nesta crise?

Donald Trump

O presidente dos EUA vinha intensificando a pressão militar na região desde meados de 2024, mobilizando mais de 20% das tropas americanas para o Caribe, incluindo o porta-aviões USS Gerald R. Ford, submarinos nucleares e caças F-35. Trump havia prometido anteriormente que iniciaria ataques terrestres contra a Venezuela.

Nicolás Maduro

Até dois dias antes dos ataques, Maduro havia se mostrado disposto ao diálogo, afirmando que precisaria “conversar seriamente com Trump, com fatos em mãos”. Por outro lado, ele sempre denunciou as operações militares dos EUA como uma tentativa de destituí-lo do poder.

Gustavo Petro (Colômbia)

O presidente colombiano se pronunciou nas redes sociais, alertando: “Atacaram a Venezuela. Estão bombardeando com mísseis. A OEA e a ONU devem se reunir imediatamente”.

Como o mundo reagiu aos ataques?

A comunidade internacional demonstrou preocupação imediata com a escalada militar. O Irã condenou os ataques como “grave violação da soberania” e seu Ministério das Relações Exteriores pediu ao Conselho de Segurança da ONU que “aja imediatamente para deter a agressão ilegal”.

Cuba exigiu uma resposta imediata da comunidade internacional em relação ao ataque em território venezuelano, segundo declaração do presidente Miguel Díaz-Canel. Inclusive, o presidente português Marcelo Rebelo de Sousa e o governo português estão acompanhando a situação da comunidade portuguesa na Venezuela.

O site da Embaixada dos EUA na Venezuela emitiu um alerta aos cidadãos americanos no país, orientando que “permaneçam em suas casas” e informando que o espaço aéreo estava interditado.

Quais são os antecedentes desta escalada?

No fim de novembro de 2024, Trump e Maduro chegaram a conversar por telefone. O contato, segundo Maduro, foi “agradável”, porém ele afirmou que os “desdobramentos após as negociações não foram agradáveis”.

Desde então, Trump subiu o tom e aumentou a retórica militar na América Latina e Caribe. A mobilização militar incluiu fuzileiros navais, uma frota de navios de guerra, o porta-aviões USS Gerald R. Ford, um submarino nuclear e caças F-35.

Mais de 20 embarcações já foram bombardeadas em águas caribenhas e do Pacífico durante a operação Lança do Sul, cujo objetivo declarado é combater o tráfico de drogas na região. Todavia, a operação desta madrugada representa a primeira incursão direta em território venezuelano.

Por fim, quais são as implicações futuras?

A suposta captura de Maduro, caso confirmada, representaria um marco sem precedentes na política latino-americana. Ainda mais, as implicações geopolíticas podem reconfigurar totalmente o equilíbrio de poder na região.

A Venezuela possui vastas reservas de petróleo, e especialistas apontam que os EUA querem obter acesso a esses recursos através dessa campanha de pressão. Bem como, a crise pode impactar diretamente as relações dos EUA com outros países da América Latina que mantêm relações diplomáticas com a Venezuela.

A situação continua em desenvolvimento, com o mundo aguardando mais detalhes sobre esta operação militar que pode alterar definitivamente o panorama geopolítico da América do Sul.


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