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Peter Mandelson é preso em Londres por ligação com Epstein (23)

O ex-embaixador britânico nos Estados Unidos Peter Mandelson foi preso nesta segunda-feira (23) em sua residência no norte de Londres. A prisão está relacionada à investigação criminal aberta pela Polícia Metropolitana por suspeita de má conduta em cargo público, diretamente ligada ao escândalo em torno do financeiro e pedófilo condenado Jeffrey Epstein.

O que aconteceu com Peter Mandelson hoje?

A Polícia Metropolitana de Londres confirmou que “agentes prenderam um homem de 72 anos por suspeita de má conduta em cargo público” em um endereço no norte de Londres. Seguindo a prática britânica, a corporação não divulgou o nome do suspeito, porém Mandelson já havia sido identificado publicamente como alvo da investigação antes da prisão.

A informação foi divulgada em primeira mão pelo jornal britânico The Times. Segundo o veículo, policiais se dirigiram à casa de Mandelson e o levaram para uma delegacia, onde ele está sendo interrogado.

Quem é Peter Mandelson e qual era o seu cargo?

Peter Mandelson, de 72 anos, é uma figura de longa tradição na política britânica. Atuou como secretário de Estado no governo de Gordon Brown e, mais recentemente, foi nomeado embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos pelo primeiro-ministro Keir Starmer, em dezembro de 2024. A nomeação foi justificada pela necessidade de um “peso político” capaz de lidar com as tensões diplomáticas durante o segundo mandato de Donald Trump.

Sua relação com Epstein remonta aos anos 2000. Em 2003, chegou a chamar o financeiro de “melhor amigo” em um livro de aniversário, e os dois trocaram mensagens regularmente ao longo de anos, inclusive após a condenação de Epstein por crimes sexuais envolvendo uma menor em 2008.

Por que Mandelson foi demitido antes de ser preso?

Em setembro de 2025, e-mails revelados pela imprensa mostraram que Mandelson manteve amizade próxima com Epstein mesmo depois da condenação criminal do financeiro. Diante da repercussão, Starmer o exonerou do cargo de embaixador, classificando os e-mails como “reprehensíveis”. Mandelson chegou a se recusar a renunciar voluntariamente.

Após a demissão, ele também se desligou do Partido Trabalhista e renunciou ao seu assento na Câmara dos Lordes. Contudo, o caso não encerrou por aí.

Como funciona a investigação sobre má conduta em cargo público?

No Reino Unido, o crime de má conduta em cargo público ocorre quando um agente público abusa deliberadamente de sua posição para causar dano ou obter vantagem indevida. A investigação sobre Mandelson se concentra em documentos que sugerem que ele repassou informações governamentais sigilosas a Epstein por volta de 2009, quando era secretário de negócios do governo Brown.

Entre as revelações mais graves estão:

AnoAlegação
2009Repasse de informações financeiras sensíveis ao governo britânico durante a crise financeira
2010E-mail revelando a existência de um túnel secreto entre o número 10 de Downing Street e o Ministério da Defesa
2010Lobby junto ao governo Obama para suavizar restrições a grandes bancos, em benefício de Epstein
2003Recebimento de passagens aéreas pagas por Epstein

Em fevereiro de 2026, documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos trouxeram novas evidências, incluindo que Mandelson e seu marido, Reinaldo Avila da Silva, receberam pagamentos superiores a US$ 75 mil de Epstein ao longo dos anos.

Qual a relação desta prisão com o caso do príncipe Andrew?

A detenção de Mandelson ocorre apenas quatro dias após a prisão de André Mountbatten-Windsor, o ex-príncipe Andrew, irmão do rei Charles III. O ex-príncipe foi detido sob suspeita do mesmo crime: má conduta em cargo público, por alegações de que também teria compartilhado documentos confidenciais com Epstein. Andrew ficou 11 horas em custódia e foi liberado enquanto as investigações prosseguem.

A semelhança entre os dois casos não é coincidência. Ambas as prisões são parte de uma investigação mais ampla que a Polícia Metropolitana abriu formalmente em 3 de fevereiro de 2026, após a divulgação de documentos pelo governo americano. Além disso, as autoridades britânicas não confirmam publicamente os nomes dos detidos, o que alimenta especulações na imprensa.

Como o caso abalou o governo britânico?

A nomeação de Mandelson como embaixador quase custou o cargo ao primeiro-ministro Starmer. Quando as primeiras revelações vieram à tona, Starmer insistiu em apoiar Mandelson, o que gerou críticas generalizadas dentro e fora do Partido Trabalhista. Entretanto, com o aprofundamento das denúncias, a posição do premiê ficou insustentável.

Foi o próprio Starmer quem indicou Mandelson, pivô do escândalo Epstein no Reino Unido. Documentos revelaram que o ex-embaixador recebeu dinheiro do empresário, condenado por comandar uma rede de tráfico sexual e abuso de menores. No dia 10 de fevereiro, após o anúncio da abertura da investigação criminal, Starmer foi direto ao responder se renunciaria ao mandato por causa da polêmica:

“Jamais abandonarei o mandato que me foi confiado para mudar este país. Jamais abandonarei o povo pelo qual tenho a responsabilidade de lutar, e jamais abandonarei o país que amo”, declarou o premiê a jornalistas.

Apesar disso, a pressão política sobre Starmer não diminuiu. O caso também expõe o papel de Morgan McSweeney, chefe de gabinete do premiê, que teria sido um dos principais defensores da nomeação de Mandelson, mesmo diante de alertas levantados pelo serviço de inteligência britânico durante o processo de verificação de segurança. A polêmica continua e o futuro político de Starmer pode depender, em parte, da divulgação de documentos sobre como essa indicação foi aprovada.

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O que acontece agora com Peter Mandelson?

Após a prisão, Mandelson foi levado para uma delegacia para ser interrogado. A empresa de lobby que ele cofundou já entrou em colapso financeiro em decorrência do escândalo. Até o momento, ele não fez declarações públicas sobre os últimos desdobramentos do caso.

A investigação segue em andamento e novos documentos podem ser divulgados nos próximos dias, tanto no Reino Unido quanto nos Estados Unidos, aprofundando ainda mais o alcance do escândalo Epstein.


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Eve Araujo

Sou redatora do Correio Paraibano, estrategista em SEO e estudante de Marketing. Atuo na produção de conteúdos informativos, pautados pela credibilidade, responsável e autenticidade, com foco em qualidade editorial e desempenho nos mecanismos de busca.

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