
O meme das flores voltou a circular nas redes sociais com força total após o anúncio de apoio do vereador João Corujinha à presidência da Câmara Municipal de João Pessoa. O episódio, que marcou a gestão anterior do parlamentar à frente da Casa, ganhou nova vida nos comentários, stories e reposts de perfis políticos e humorísticos da Paraíba, transformando um caso antigo em tema do momento.
A ironia não passou despercebida: no mesmo período em que Corujinha consolida apoio de pelo menos 16 dos 29 vereadores para comandar novamente o Legislativo municipal, internautas resgataram imagens, montagens e textos do chamado “escândalo das flores”, questionando se a história está prestes a se repetir.
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Por que o meme das flores voltou à tona agora?
A movimentação política em torno da presidência da Câmara de João Pessoa esquentou no final de abril de 2026. Em reunião realizada na noite de quarta-feira (29), João Corujinha reuniu parlamentares e conseguiu a adesão da maioria dos vereadores da Casa, consolidando seu nome como um dos principais favoritos para assumir o comando do Legislativo da capital paraibana.
O anúncio rapidamente tomou as redes sociais e, junto com ele, veio o resgate coletivo da memória política local. Usuários começaram a comentar a candidatura com referências diretas ao caso das flores, misturando crítica política com humor. Memes com imagens de buquês, coroas e arranjos florais ganharam novos textos e novos compartilhamentos, revivendo uma polêmica que parecia adormecida.
A dinâmica é comum nas redes: toda vez que um político envolvido em algum caso polêmico volta ao centro das atenções, o arquivo da internet abre as portas. No caso de Corujinha, o arquivo veio com flores.
O que diz o meme que circula sobre Corujinha?
O vídeo que voltou a circular nas redes retoma o caso das flores com tom humorístico e crítico ao mesmo tempo, resgatando o valor do contrato licitado pela Câmara Municipal, os itens previstos no pregão e o contexto da denúncia feita ao Tribunal de Contas do Estado. O conteúdo foi amplamente repostado em stories, feeds e grupos, ganhando novo alcance graças ao timing perfeito com a candidatura de Corujinha.
Nos comentários, o tom oscila entre o humor irônico e a crítica política direta. Usuários questionam a legitimidade de um retorno à presidência da Casa por parte de um parlamentar que ainda carrega essa pendência na memória pública. Outros defendem Corujinha, relembrando que a Câmara chegou a emitir nota negando a efetivação da compra.
Entretanto, independentemente do desfecho jurídico do caso, o estrago na imagem pública permanece. Na internet, o meme não prescreve.
Quem é João Corujinha e qual é seu histórico na Câmara?
O vereador de João Pessoa João Corujinha afirmou que, mesmo já contando com o apoio de 18 parlamentares, pretende buscar a adesão de todos os vereadores para assumir a presidência da Câmara Municipal no próximo biênio. Ele já passou pelo cargo antes, inclusive durante o período da pandemia de Covid-19, experiência que menciona como referência de gestão.

Corujinha já ocupou anteriormente a presidência da Câmara Municipal de João Pessoa e agora volta a articular sua candidatura para o comando da Casa. Filiado ao Progressistas (PP), o parlamentar construiu uma base ampla que reúne nomes da situação e da oposição, algo que seus aliados apontam como sinal de habilidade política.
Porém, o retorno ao protagonismo reacendeu o debate sobre o passado, e as flores ganharam papel central nessa narrativa.
Relembre a polêmica das flores da Câmara Municipal
O presidente da Câmara Municipal de João Pessoa, João Corujinha, foi denunciado ao Tribunal de Contas da Paraíba acerca do caso de um contrato de comércio de flores que custou R$ 67.500,00.
O caso veio a público após uma licitação divulgada em abril de 2019. Por meio de pregão, a Câmara destinou esse valor para a contratação de serviços de fornecimento de coroas de flores, ramalhetes e arranjos de mesa. A denúncia ao TCE-PB chegou na terça-feira seguinte à divulgação da licitação, acendendo o debate sobre o uso de recursos públicos para esse tipo de despesa.
Na época, a Câmara Municipal emitiu nota oficial rebatendo as publicações como fake news, afirmando que a negociação nunca existiu e que o pregão era apenas uma cotação de preços para eventual prestação de serviços, sem efetivação de compra.
Ainda assim, a polêmica tomou as redes e a imprensa paraibana, gerando uma onda de críticas e memes que atravessaram anos. O quadro abaixo resume os principais elementos do episódio:
| Item | Detalhe |
|---|---|
| Valor do pregão | R$ 67.500,00 |
| Produtos previstos | Coroas de flores, ramalhetes, arranjos de mesa |
| Data do pregão | Abril de 2019 |
| Denúncia feita a | Tribunal de Contas da Paraíba (TCE-PB) |
| Posição da Câmara | Negou a efetivação da compra; chamou de fake news |
Como a candidatura de Corujinha avança apesar da polêmica?
A movimentação política de Corujinha mostra que, no campo institucional, o episódio das flores não freou sua articulação. Em reunião que reuniu vereadores de diferentes campos políticos, o nome de João Corujinha foi consolidado como consenso para a disputa pela presidência da Casa.
Os nomes que declararam apoio incluem parlamentares de diversas tendências, o que demonstra capacidade de diálogo além das fronteiras partidárias. A eleição para a presidência da CMJP é considerada estratégica no cenário político local, já que o cargo tem forte influência na condução dos trabalhos legislativos, definição de pautas e articulação com o Poder Executivo municipal.
Por outro lado, nas redes sociais o cenário é diferente. Nas redes, a memória política não funciona no tempo do mandato. Funciona no tempo do meme. E o meme das flores ainda está em plena circulação.
O que o prefeito de João Pessoa disse sobre o movimento de Corujinha?
O prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), disse respeitar o movimento do vereador João Corujinha, mas lembrou que não pode se intrometer nas decisões da Câmara Municipal. Durante entrevista ao programa Arapuan Verdade, o prefeito afirmou estar focado na gestão da cidade e que pretende se reunir com a bancada quando a eleição estiver mais próxima.
A postura de Leo Bezerra reflete uma cautela calculada. O Executivo municipal tem interesse na composição da presidência da Casa, já que a relação entre prefeitura e Câmara afeta diretamente a aprovação de projetos e a governabilidade. Apesar disso, o prefeito preferiu não antecipar posição pública.
Por que o meme persiste mesmo anos depois?
A resposta está na natureza das redes sociais e na dinâmica da memória política no Brasil. Escândalos envolvendo dinheiro público e itens considerados supérfluos têm enorme potencial de viralização porque são fáceis de compreender e difíceis de defender. Flores, no imaginário popular, representam gastos desnecessários em um contexto de recursos escassos.
Ademais, o retorno de um político ao mesmo cargo que ocupou quando o caso veio à tona funciona como gatilho automático para o resgate do episódio. A combinação entre poder, dinheiro público e um item tão simbólico quanto flores cria um meme com longevidade garantida.
A questão que fica no ar é simples: se Corujinha assumir novamente a presidência da Câmara, as flores vão continuar florindo nas redes sociais?
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