3º Natal da Inclusão: um Natal de acolhimento para crianças com autismo e suas famílias em Campina Grande

Campina Grande vive, nesta terça-feira, dia 16 de dezembro, um dos momentos mais simbólicos do seu calendário social. A partir das 17h30, o Centro de Convenções do Garden Hotel recebe o 3º Natal da Inclusão, evento promovido pela Associação Campinense de Pais de Autistas (ACPA) em parceria com o Centro de Atendimento ao Autista (CAA).
Mais do que uma celebração natalina, o encontro chama atenção para uma realidade permanente e muitas vezes invisível: centenas de crianças dependem diretamente dessas instituições para ter acesso ao tratamento do Transtorno do Espectro Autista (TEA) por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
O evento reúne crianças, familiares, profissionais da saúde, educadores e membros da comunidade em um ambiente pensado para acolher, respeitar e incluir. A programação conta com a Cantata do Natal da Inclusão, organizada com atenção especial às necessidades sensoriais do público autista, garantindo conforto, previsibilidade e segurança. Iluminação, som e organização do espaço foram cuidadosamente planejados para que as crianças possam participar plenamente, sem sobrecargas ou estímulos inadequados.
Um Natal que revela a importância de uma rede pública de cuidado
Por trás do clima de emoção e celebração, o 3º Natal da Inclusão evidencia o trabalho contínuo realizado pela ACPA e pelo CAA ao longo de todo o ano. Em Campina Grande e região, essas instituições são responsáveis por atender centenas de crianças que necessitam de acompanhamento especializado e contínuo. Para muitas famílias, elas representam a única porta de acesso a terapias essenciais, como fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia e acompanhamento multiprofissional, viabilizadas por meio do SUS.
O autismo exige intervenções precoces, acompanhamento regular e uma rede estruturada de profissionais. Sem esse suporte, o desenvolvimento das crianças fica comprometido, impactando diretamente a inclusão escolar, a autonomia e a qualidade de vida. O alto custo das terapias na rede privada torna o atendimento inacessível para grande parte das famílias, o que reforça a relevância do atendimento público e das instituições que atuam em parceria com o SUS.
A atuação da ACPA na defesa de direitos e acolhimento das famílias
A Associação Campinense de Pais de Autistas surgiu da mobilização de famílias que sentiram na própria rotina a ausência de políticas públicas suficientes para atender às demandas do autismo. Ao longo dos anos, a ACPA se consolidou como uma das principais referências na defesa dos direitos das pessoas com TEA na Paraíba, atuando tanto no acolhimento das famílias quanto na articulação com o poder público e na conscientização da sociedade.
Além de orientar pais e responsáveis, a ACPA participa ativamente do debate público sobre inclusão, cobrando melhorias no atendimento, ampliação da rede de serviços e respeito aos direitos garantidos em lei. O Natal da Inclusão é uma extensão desse trabalho, pois ocupa o espaço público com uma mensagem clara de pertencimento e respeito, mostrando que crianças autistas têm o direito de viver plenamente todos os momentos da vida social.
Em Campina Grande, a Associação Campinense de Pais de Autistas (ACPA) desempenha um papel estratégico dentro da rede pública de saúde. O atendimento oferecido pela ACPA ocorre por meio do SUS, o que garante acesso gratuito e contínuo a terapias essenciais para crianças com Transtorno do Espectro Autista. Para muitas famílias, esse atendimento representa a única possibilidade de acompanhamento especializado, reforçando a importância da manutenção e do fortalecimento das políticas públicas voltadas ao autismo.
A construção de espaços verdadeiramente inclusivos
Ao promover um evento planejado para respeitar as necessidades sensoriais das crianças, a ACPA reforça que inclusão não acontece por acaso. Ela exige organização, escuta ativa das famílias e compromisso contínuo com a dignidade das pessoas atendidas.
O papel do CAA no atendimento especializado pelo SUS
O Centro de Atendimento ao Autista desempenha um papel central no atendimento direto às crianças. O CAA oferece acompanhamento multiprofissional pelo SUS, garantindo continuidade terapêutica e suporte às famílias. Em um cenário de crescente demanda por atendimento especializado, o trabalho desenvolvido pelo centro se torna indispensável para reduzir desigualdades e assegurar que crianças de diferentes contextos socioeconômicos tenham acesso ao cuidado necessário.
O aumento no número de diagnósticos de autismo nos últimos anos ampliou a pressão sobre o sistema público de saúde. Embora o SUS seja um dos maiores sistemas públicos do mundo, sua efetividade depende de investimentos, gestão eficiente e parcerias com instituições que atuam na ponta do atendimento. Em Campina Grande, ACPA e CAA funcionam como pilares desse sistema.
O SUS como garantia de acesso e dignidade
Para muitas famílias, o atendimento oferecido por essas instituições representa a diferença entre ter ou não acesso a um tratamento contínuo. Sem essa rede pública, centenas de crianças ficariam desassistidas, comprometendo seu desenvolvimento e inclusão social. Segundo orientações do Ministério da Saúde, o acompanhamento multiprofissional é essencial para o desenvolvimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista.
A consolidação de iniciativas como o Natal da Inclusão também está diretamente ligada ao fortalecimento das políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência e às famílias atípicas na Paraíba. Nesse contexto, a atuação da secretária de Desenvolvimento Humano, Pollyanna Dutra, tem sido fundamental para ampliar o alcance do atendimento e garantir que instituições o Centro de Atendimento ao Autista continuem funcionando. O Governo da Paraíba, ao manter e fortalecer essa rede de cuidado, reafirma o compromisso com a inclusão, o acesso à saúde e a dignidade de centenas de crianças atendidas diariamente.
Famílias atípicas e o direito ao pertencimento
Para mães, pais e responsáveis, o 3º Natal da Inclusão representa mais do que um evento festivo. Ele se configura como um espaço de pertencimento, onde não há necessidade de justificar comportamentos, explicar crises sensoriais ou lidar com olhares de julgamento. As famílias encontram ali um ambiente de compreensão, escuta e respeito.
A Cantata do Natal da Inclusão simboliza esse cuidado coletivo. A música, organizada de forma acessível, transforma o palco em um espaço de expressão e convivência. Mais do que uma apresentação artística, a cantata transmite uma mensagem clara sobre empatia e inclusão real.
A inclusão como prática permanente
O evento reforça que a inclusão não pode se restringir a datas comemorativas. Ela precisa estar presente nas escolas, nos serviços públicos, nos espaços culturais e na organização da cidade como um todo. O Natal atua como símbolo, mas a luta acontece diariamente.
Autismo na Paraíba e os desafios que persistem
Apesar dos avanços observados nos últimos anos, a Paraíba ainda enfrenta desafios significativos no atendimento às pessoas com Transtorno do Espectro Autista. A ampliação da rede de serviços, a formação de profissionais e a garantia de continuidade terapêutica seguem como demandas urgentes.
A visibilidade proporcionada por eventos como o 3º Natal da Inclusão contribui para manter o debate público ativo e pressionar por políticas públicas mais eficazes. A discussão sobre o tema se conecta diretamente ao cenário do autismo na Paraíba, que envolve o acesso ao tratamento, a ampliação da rede de atendimento e o fortalecimento de instituições que atendem diariamente centenas de crianças e suas famílias.
Serviço
O 3º Natal da Inclusão acontece nesta terça-feira, 16 de dezembro, a partir das 17h30, no Centro de Convenções do Garden Hotel, localizado na Rua Engenheiro José Bezerra, número 400, bairro Mirante, em Campina Grande. O evento é aberto ao público e reúne famílias atípicas, profissionais da saúde, educadores, apoiadores da causa e membros da comunidade.
Um Natal que reafirma direitos
Ao promover o 3º Natal da Inclusão, a ACPA e o CAA reforçam que centenas de crianças só conseguem acessar tratamento adequado graças à atuação dessas instituições. Celebrar o Natal, nesse contexto, é também reafirmar a luta por direitos, a importância das políticas públicas e o compromisso coletivo com a inclusão.
Em Campina Grande, o Natal ganha um significado que ultrapassa a celebração simbólica. Ele se transforma em um lembrete de que inclusão não é favor nem exceção, mas um direito que precisa ser garantido todos os dias, por meio de ações concretas, instituições fortalecidas e uma sociedade disposta a acolher.


Crianças que merecem amor e atenção ❤️❤️❤️
❤️❤️❤️